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Nego Damoé relembra aprendizados na banda de Ferrugem: “Procurava sugar as coisas boas”

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O cantor Nego Damoé relembrou o período em que atuou como integrante da banda de Ferrugem e explicou os motivos que o levaram a investir em sua trajetória solo. Em entrevista ao programa O Que Tá Rolando, da rádio FM O Dia, o artista compartilhou as experiências e os bastidores dos dois anos em que percorreu o país e o exterior em turnês ao lado do sambista.

Durante a conversa, o músico revelou que a convivência diária no projeto foi uma verdadeira escola para sua formação profissional. “Aprendi muita coisa lá, principalmente a me comportar como artista. Eu prestava muita atenção em todos os passos e procurava sugar as coisas boas”, afirmou o cantor, ressaltando o olhar atento que mantinha sobre a rotina da equipe.

Um dos pontos decisivos para buscar os próprios caminhos na música foi a oportunidade concedida pelo próprio colega de palco durante as apresentações. “O Ferrugem me dava oportunidade de cantar nos palcos dele. Eu tinha ali por volta de 10 a 15 minutos em cada show. A galera reagia bastante e foi uma das coisas que me encorajou a sair para ter minha carreira”, destacou.

A rotina intensa de apresentações do grupo tornou impossível conciliar o trabalho na banda com um projeto paralelo. A explosão de sucessos nas rádios, como a faixa “Climatizar”, impulsionou uma maratona diária de viagens e compromissos pelo país. “Na agenda era 40, 45 shows, todos os interiores. A agenda era muito cheia e eu não tinha tempo”, explicou o artista ao recordar o ritmo acelerado das turnês.

Apesar dos desafios de tempo, as lições de entrega e postura diante do público permaneceram como marcas definitivas em seu perfil. Nego Damoé destacou que a maior virtude observada no companheiro de palco era a dedicação vocal e a paixão pela música, independentemente do tamanho da plateia presente ou do formato do evento.

“Independente do show estar cheio ou estar lotado, ele chegava e cantava muito, absurdo. Vamos tocar numa festa, numa casa de um jogador, como a gente tocou já direto, em casamento de jogador. A festa era tipo assim, 30, 40, 50 pessoas assim, 100, ele chegava e cantava muito. Então, essa parada eu trouxe para mim. Até hoje eu falo isso pra minha banda: ‘Pô, independente da gente tocar para 50 pessoas ou tocar para 5.000 pessoas, 10.000 pessoas, a gente tem que fazer o mesmo show.”, concluiu o cantor, reforçando o respeito pelos ouvintes em qualquer palco.

Assista ao vídeo na íntegra:

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