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MC Smith detona Furacão 2000 e discute ao vivo na FM O Dia

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O clima ficou tenso no programa “O Que Tá Rolando”, da FM O Dia, durante a participação do MC Smith.

Em um papo reto com Anderson França e Marco Van Damme, o relíquia do funk não segurou as palavras ao relembrar sua passagem pela Furacão 2000.

Embora tenha começado dizendo que “hoje eu não tenho problema nenhum com os caras”, o tom mudou rapidamente ao recordar o tratamento recebido no passado. Sem papas na língua, Smith disparou: “Os caras escravizavam nós”.

O cantor revelou que ainda possui pendências financeiras com a produtora de Rômulo Costa, afirmando categoricamente: “Eu tenho direito de imagem pra receber até hoje da Furacão e não recebi”. Segundo ele, o rombo é tão grande que, caso houvesse uma união dos artistas da época, o prejuízo seria geracional: “Se todo mundo colocar a Furacão na justiça, até os tataranetos do Rômulo vão ter que pagar”.

Um dos pontos mais críticos da entrevista foi quando Smith relembrou a dinâmica dos grandes DVDs da equipe. Ele relatou o sentimento de ser preterido por personagens momentâneos, mesmo estando no auge de sua performance.

“Eu lembro de um DVD que eu fui O CARA do DVD. Foi o melhor show da noite, mas nesse dia quem cantou? O Créu!”, desabafou, questionando a prioridade da produtora na época: “Você acha que os caras iam colocar o SMITH ou as Mulheres Frutas no palco?”.

Para ele, a experiência foi tóxica para o movimento como um todo, sentenciando que “a Furacão foi negativa não só pra mim, como pra todo mundo”. Smith ainda deu detalhes sobre os contratos da época, que beiravam o inacreditável, contando que os MCs assinavam para fazer seis datas de shows ganhando apenas 150 reais por cada apresentação.

A tensão aumentou quando o locutor Anderson França tentou contrapor, afirmando que a Furacão teria dado ajudado e não prejudicado a carreira do MC.

Smith não recuou e rebateu com convicção, tirando o peso da produtora sobre o seu sucesso: “Eles não fizeram mais do que a obrigação deles. Só me chamaram porque eu tinha o melhor baile do Rio de Janeiro na mão e tinha 15 músicas estouradas”. Para o funkeiro, o seu talento e a aceitação do público nas casas de show foram os únicos responsáveis por sua ascensão, e a Furacão apenas aproveitou um produto que já estava pronto e dominando as ruas cariocas.

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