Holofote
Dinho mostra bastidores de novo audiovisual do Sorriso Maroto e grupo reflete sobre nova geração: “Força motriz de tudo”

Dinho invadiu os bastidores do “Sorriso Eu Gosto no Pagode – Lado B”, do Sorriso Maroto, que já está disponível nas plataformas digitais e resgata aqueles sucessos conhecidos pelos fãs de carteirinha. No quadro da FM O Dia Tv, o repórter descobre mais sobre o novo projeto audiovisual do grupo e outras curiosidades.
Sobre a ideia de “Lado B”, Bruno Cardoso, vocalista da banda, contou que o conceito sempre acompanhou a trajetória do grupo. Bruno explicou que o Sorriso Maroto construiu a carreira com lançamento de discos completos, diferentemente dos dias atuais onde se há lançamentos soltos.
“Era um disco de 12, 14, 16 faixas, DVDs de 20 faixas e ali a gente ia pra estrada com a turnê daquele álbum. Num período de dois anos, que era o que a gente fazia de turnê, a gente divulgava boa parte desse trabalho. […] Quando a gente trocava de turnê de disco, algumas músicas ficavam de fora da outra turnê”, contou o vocalista, explicando as canções do Lado B, canções que tiveram uma atenção menor naquele projeto.
Bruno conta ainda que a denominação “Lado B” vem de um período ainda anterior, ligado diretamente ao suporte físico da música. “Isso é da época do tape deck, da época do vinil principalmente. Você tinha dois lados, as duas faces do disco. […] Era uma estratégia comercial das gravadoras, dos artistas, de compilar no Lado A do disco aquelas músicas que a gente acreditava mais.”, disse.
“O Lado B acabava que não tinha tanta performance, não tinha tanta audiência. E aí criou essa expressão e a gente obviamente absolveu pro mundo de agora as músicas que não foram trabalhadas, as músicas que não tocaram tanto ou que ninguém descobriu, acabou sendo isso”, completou.
Bruno também comentou a dificuldade de reorganizar o setlist para incluir músicas que ficaram de fora dos shows por anos. “O show do Sorriso Maroto já não cabe no show do Sorriso Maroto. E a gente tá arrumando ideia de colocar mais músicas para entrarem no repertório. Meu Deus do céu, eu que não sei o que vai acontecer daqui a um mês”, declarou.
O audiovisual conta com diversos convidados especiais, como Belo, Mumuzinho, Péricles, Revelação, Thiaguinho e mais. Bruno ressaltou o papel de artistas mais jovens do pagode na repaginação dessas canções.
“A galera da nova geração que está participando desse projeto, eles são talvez a força motriz de tudo isso que tá acontecendo. Eles têm cantado e resgatado esse repertório nos pagodes. Eles estão cantando, eles estão vivendo essas músicas, eles estão numa sede de cavar essas músicas e se apropriarem delas, né?”, afirmou.
Como exemplo, citou o cantor Ian ao regravar “Ficar com Deus”. “Se você for pegar a versão do Ian e a versão do sorriso gravada em 2007, são a mesma música, mas contadas e cantadas de formas completamente diferentes. Isso é maravilhoso”, disse.
Bruno fez questão de destacar o significado afetivo dessas parcerias. “São músicas nossas. A gente criou, a gente fez com que essas músicas se tornassem talvez uma referência para esses artistas buscarem ali as suas referências para seguirem o seu caminho. Só que com a gente junto tá criando uma nova atmosfera, uma nova química.”, refletiu.
“Esse projeto é sobre isso. É sobre a gente de alguma forma recontar as nossas histórias e junto com artistas que estão criando as suas histórias, mas agora a gente tá abraçado de mão dada e todo mundo junto e tá sendo delicioso compartilhar isso com esses artistas”, completou Bruno.
O bate papo na íntegra está disponível no canal FM O Dia TV. Assista:









