Holofote
“Nunca fiz parte do crime organizado”: Deolane Bezerra divulga carta da prisão, alega perseguição e dá sua versão sobre inquérito

Presa desde a última quinta-feira (21) em uma operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil, Deolane Bezerra utilizou as redes sociais de sua irmã, Dayanne Bezerra, para divulgar uma carta aberta diretamente da prisão. No texto, a influenciadora reitera veementemente sua inocência, classifica sua detenção como um ato de “pura perseguição” por sua posição de formadora de opinião e nega qualquer envolvimento com facções criminosas. “Gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado”, declarou a advogada, que pontuou vir sofrendo com acusações infundadas há mais de cinco anos, citando inclusive o período após a morte de seu ex-companheiro, o cantor MC Kevin.
A tese central de defesa apresentada por Deolane na carta gira em torno do montante que motivou o mandado de prisão preventiva. De acordo com a influenciadora, a acusação se baseia em um recebimento legal de honorários advocatícios. “Deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito”, justificou. Ela criticou o fato de nunca ter sido intimada para prestar esclarecimentos prévios antes de ser abordada de forma agressiva em sua residência, em Barueri: “Fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos”.
Além de contestar a movimentação financeira, a empresária aproveitou o manifesto para desmentir informações que circulam na mídia a respeito de seu patrimônio e de sua atuação profissional. Deolane negou possuir 37 empresas registradas em seu nome — alegando que uma simples pesquisa na junta comercial desmascara a afirmação — e rechaçou qualquer ligação física com presídios de segurança máxima. “Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau”, garantiu. Deolane encerrou a carta pedindo o apoio e as orações dos seguidores, afirmando que segue de cabeça erguida e acreditando nas autoridades.









